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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quinto dia de SPFW e cinco festas que vão agitar a noite de quinta-feira

Quem trabalha na SPFW ou acompanha de perto a Semana de Moda aqui na Bienal, sabe que o evento também acontece fora das passarelas. As festas que povoam as noites dos fashionistas durante estes seis dias também são importantes para o currículo dos estilistas, modelettes, jornalistas e celebridades. Afinal, o que não falta é flash.

Bem, e a noite desta quinta-feira vai ser concorrida. São cinco festas! São elas...

O Lions Club, de Facundo Guerra (Vegas + Volt), Augusto de Arruda Botelho (Clash Club) e Cacá Ribeiro (ex-Royal), faz novo soft opening para a Neon. Pra quem não sabe, o club, que será inaugurado oficialmente só depois do Carnaval, foi palco do agito da Ellus+Vogue RG, com Jesus Luz nas pick-ups, na terça-feira. O motivo do revival? Dudu Bertholini, que esteve por lá, avisou que a after-party da Neon não poderia acontecer em outro lugar. E ponto!

E nenhuma SPFW poderia existir sem festinha no Bar Secreto, certo? Essa é das boas, de Alexandre Herchcovitch! Na verdade, a Fui!, de Paula Reboredo e Gil França, do site Freakstyle, ganha versão por lá em momento after-party pro estilista.


O Hot Hot, Ale Herchcovitch, o Lions Club e Dudu Bertholini na festa da RG Vogue + Ellus


Calma que tem mais... A festa Danceteria do Hot Hot ganha versão especial para a SPFW. Quem cuida do som é Camilo Rocha.

Já o Radio Cafe faz festa no Doroth Park com show da Banda Stop Play Moon, liderada pela modelo Geanine Marques. Ao lado dela, o fotógrafo Paulo Bega e o jornalista Ricardo Athayde.



A Mercedes-Benz pilota agito lotado de celebridades na Casa Fasano. Já estão confirmadas Carol Dieckmann, Adriane Galisteu, Barbara Paz, Caroline Ribeiro, Fernanda Young, Mariana Ximenez e Maria Paula, só pra citar algumas, que tal? Trata-se da abertura de uma exposição patrocinada pela Mercedes com fotos de Luís Tripoli.

Alexandre Herchcovitch abre penúltimo dia de SPFW com caveiras

Estilista desfila sua grife de moda masculina.
Semana paulista de moda termina na sexta-feira (22).

magem do desfile do estilista Alexandre Herchcovitch, que abriu nesta quinta-feira (21) o penúltimo dia da SPFW. (Foto: Raul Zito / G1)


grife de moda masculina do estilista traz as caveiras, marca registrada do seu trabalho, estampadas nos rostos dos modelos. A SPFW termina nesta sexta-feira (22). (Foto: Raul Zito / G1)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Isabeli abre desfile feminino de Alexandre Herchcovitch

A top Isabeli Fontana abriu o desfile feminino do estilista Alexandre Herchcovitch. Outra top que esteve na passarela do inverno 2010 Herchcovitch foi Carol Trentini, que fechou o desfile. Com cenário simplista, quem faz o show do desfile são as roupas. Muito luxo, pedrarias e brilho em mulheres do universo folk do leste europeu, lenços em formato de toucas com muitos adornos em metal.

Vestidos casacos e saias de crochê rodadas reluziam com o caminhar das modelos. A meia calça arrastão marcou presença em vários looks, e até virou luva ou segunda pele por baixo de casacos.

As estampas étnicas, os paetês gigantes e até o xadrez, em padronagem grande, brilharam. O inverno de Herchcovitch brilha e é glamouroso.













Isabeli Fontana em desfile de Alexandre Herchcovitch

Luxo domina segundo dia da São Paulo Fashion Week

Um luxo só, de mulheres exuberantes, fortes e sofisticadas. Foi assim o segundo dia da 28ª edição da São Paulo Fashion Week, em que não faltaram roupas estruturadas, brilhos e cortes excepcionais. É um coisa cíclica. Depois do contido inverno do ano passado, em que as ideias ainda vinham no rebote da crise de 2008, parece que os estilistas da São Paulo Fashion Week foram atrás do que reluz e fortalece, seja a partir dos brilhos, de várias formas, seja a partir das construções das roupas. E se luxo é aquilo que desperta desejo de consumo aliado à fina elaboração, vários estilistas mostraram esse caminho.

Construção, aliás, não faltou do começo ao fim. No começo, a estilista Daniele Jensen levou umas sofisticação suavizada ao Sesc Pompéia, idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi. A rigidez arquitetônica se transormiou em vestidos construídos a partir de quadrados, que deixavam a pele à mostra. Estã lá, sofisticação sem ostentação.

Com sua inspiração militar (Bastardos Inglórios, Segunda Guerra) e judaísmo etc, Reinaldo Lourenço transformou as fardas em elaboradas roupas femininas, que usadas juntas (jaqueta, blusa, calça) pareciam interligadas. E o luxo vem não só na elaboração do corte, mas no trabalho feito nos vestidos nudes, em tule que se transformaram em flores, finalizadas por um cristal. "Demora mais de uma semana para finalizar um vestido como esse", disse o estilista.

Pedrarias, pedrarias, pedrarias. Sim, o desfile feminino de Alexandre Herchcovitch foi o mais luxuoso que o estilista já apresentou. Cristais e pedras, como âmbar, enfeitavam barras. E no exercício que ele domina tanto e tão bem, a alfaiataria se traduzia em casacos e calças. Depois, vieram saias e vestidos rígidos e o bonito crochê aberto, também salpicado de brilho.

Até mesmo as mocinhas a que se destina Maria Garcia têm uma atitude rebelde, mas sem perder a pose e o status, com suas peças de lurex, jaquetas de náilon com aplicações brilhantes e tecidos finos, como georgette de seda. A Forum Tufi Duek, criada desde a última coleção por Eduardo Pombal, trouxe paetês caco de vidro e envelhecidos, que se misturam a tecidos como musseline, tafetá e lã com bordados. E para finalizar a noite, ninguém menos que Samuel Cirnanski, no que ele faz tão bem: peças trabalhadas à exaustão, em que moulage e drapeados vinham acompanhados de aplicações de cristais e canutilhos. O luxo, matéria que Samuel domina tão bem, porém, não é só representado pelo brilho, mas pelas rendas e por vestidos enfeitados com pequenas almofadas com capitonê, referência a móveis ingleses do século 18.

Ok, ninguém vai sair com uma cúpula de abajur na cabeça, mas ninguém dúvida que esse tipo de decoração é mesmo um luxo. Se o requinte vem em propostas diversas, a convergência de ideias é uma só: tudo para uma mulher poderosa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano de 2009 ofereceu desejo depois da crise

Após um período tumultuado para a economia mundial, o ano de 2009 foi de reconstrução. Sem grandes exageros, os estilistas buscaram refinamento e sofisticação, com a intenção de manter o interesse nos desfiles de moda. Sem grandes lampejos de criatividade ou ousadia, mas com um pouco mais de verba, os criadores puderam brincar na passarela com o que eles mais gostam: o nosso desejo.

O ano do Brasil
O Brasil segue consolidando um certo crédito internacional pela sua estabilidade econômica e política, tanto é que o Rio de Janeiro foi escolhido para acolher as Olimpíadas de 2016. Até a Madonna veio com Jesus buscar dinheiro no país, veja só. Na moda, marcas importantes internacionais continuam abrindo lojas por aqui, num sinal claro de confiança no nosso mercado interno.

Mas e a nossa criação, como vai? Alguns estilistas parecem continuar investindo na sedimentação de uma moda nacional. Não a moda “brasuca”, verde e amarela, mas uma invenção brasileira, sem a qual jamais nosso país terá posição de destaque no mercado, sempre vendendo commodities e pagando mais caro por produtos com valor agregado. Alguns estilistas e empresários perceberam e se esforçam para perder a fama de copiadores, enquanto alguns profissionais ainda acreditam na lei do mínimo esforço e não investem em pesquisa e criação, sem as quais fica impossível inventar coisas novas.

Sem vigiar quem copiou de quem, a coluna Dicas de Moda escolheu os cinco melhores desfiles nacionais deste ano. Veja no álbum os melhores desfiles nacionais de 2009.

  1. Osklen (Verão 2010)
  2. Alexandre Herchcovitch (Verão 2010, na foto acima)
  3. Maria Bonita (Verão 2010)
  4. Cavalera (Verão 2010)
  5. Animale (Inverno 2009

Estrangeiros
A moda internacional passou por grandes sustos devido à crise. Várias empresas fecharam ou mudaram sua estratégia de marketing no intuito de ganhar clientela ou até mesmo mantê-la. Christian Lacroix decretou falência e a Emanuel Ungaro contratou Lindsay Lohan como consultora. Não foi à toa que o presidente da grife, Mounir Moufarrige, se desligou.

Houve crise também na capacidade de criar novidades: Kate Moss e Lily Allen continuam os ícones máximos de estilo. E até Michele Obama foi convocada para tentar imprimir novos valores à moda. Não fossem as cantoras Lady Gaga ou Beth Ditto, do Gossip, correríamos o risco de morrer de tédio. Mesmo assim, escolhemos os cinco melhores desfiles de 2009, que você vê em nosso álbum.

  1. Miu Miu (Verão 2010)
  2. Chanel (Verão 2010, na foto acima)
  3. Alexander McQueen (Verão 2010)
  4. Louis Vuitton (Verão 2010)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HERCHCOVITCH FAZ SEU PRIMEIRO DESFILE NA ROSA CHÁ


Acabou há pouco o desfile da Rosa Chá no dia 1 da semana de moda de Nova York. Foi a primeira coleção feita por Alexandre Herchcovitch para a grife, desde que ele assumiu neste ano a direção criativa, no lugar de Amir Slama.
Foi também a primeira vez em sua carreira que ele criou uma coleção completa de beachwear. Por isso havia, da parte de pessoas da moda, uma forte expectativa a respeito do que seria mostrado na passarela. O público reagiu bem, com muitos aplausos, sobretudo quando o estilista apareceu na "boca de cena".
Diferentemente do que costuma fazer quando sua própria grife desfila, ele não caminhou pela passarela, de mãos dados com uma modelo. O desfile também não contou com a presença de Geanine Marques, amiga e musa do estilista, além de uma espécie de talismã de suas apresentações. Na plateia, estavam as atrizes Carol Castro e Larissa Maciel.
A maravilhosa modelo afro-americana Chanel Iman abriu a apresentação, encerrada por Jeneil Williams, fulgurante jamaicana, também negra.
O estilista não recorreu a um "tema" para conduzir esteticamente a sua coleção: preferiu um caminho mais formalista, trabalhando a própria arquitetura do beachwear e também as sutilezas da lingerie.
A estratégia parece ter funcionado também, para ele, como uma maneira de explorar este terreno novo, que é a moda praia _como alguém que, ao decidir construir a sua própria casa começasse, logicamente, por estudar engenharia e arquitetura, para só depois pensar na decoração.
Esse formalismo, porém, não limitou o glamour da coleção. As "investigações construtivas" do estilista (por exemplo, com a forma dos bojos e com as transparências) surgiram em meio a poás com graciosas aplicações de cristal, vigorosos listrados branco-e-preto, peças bi ou tricolores, combinações de tecidos (como lycra-seda-jeans) e deliciosas peças feitas de listras trançadas em verde limão, amarelo e laranja, a última série de looks do desfile.
A direção de arte (Zee Nunes e Ruy Furtado) e o styling (Maurício Ianês) foram muito eficientes na tarefa de tornar mais legível o caminho feito por Herchcovitch _e, na imagem geral do desfile, a mão singular do estilista ficou ainda mais nítida. A fim de marcar posição no conjunto da moda praia brasileira, ele buscou uma feminilidade sem impostação e sem aflição (nem "perua" nem "matadora") e propôs uma sensualidade mais leve, desencanada e menos neurótica. Mais mulher-sujeito do que mulher-objeto.
Ficou perceptível que Herchcovitch se referiu a vários a elementos estilisticos "históricos" da Rosa Chá, legados por Amir Slama. Mas também ficou claro que a grife, sem negar o passado, começa agora uma outra história: sai o requintado barroquismo de Slama e entra o pop exuberante de Herchcovitch.