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sábado, 14 de novembro de 2015

Oficina // Figurino de Baixo Orçamento


Passando pra contar que o Centro Acadêmico de Cinema e Audiovisual promoveu entre os dias 6 e 13 de novembro, a oficina "Figurino de Baixo Orçamento". A oficina integrou a programação da Semana de Integração 2015.2 do curso de Cinema e Audiovisual aqui da UESB e foi guiada por quem vos escreve. Uma experiência bem nova e desafiadora pra mim, foi a primeira vez que orientei uma oficina, adorei, quero agradecer a todos que participaram! O objetivo principal foi colocar os participantes em contato com as etapas que envolvem a criação (pré-produção, pesquisa, apresentação do projeto, confecção e finalização). Exercitar o participante no processo criativo e na execução de figurinos através de diversas linguagens como desenho, colagens, modelagem e customização de artigos de vestuário. Em cada estágio, o participante vivenciou importantes processos do cotidiano de um figurinista com pouca grana para produzir (o que é a realidade da maioria dos estudantes). Foi cobrada uma taxa de inscrição no valor de R$10,00. Todo o dinheiro obtido foi revertido aos participantes para confecção e compra de materiais necessários para execução dos figurinos.

No primeiro encontro fizemos uma introdução ao figurino: caracterizando o tema, compreendemos como ocorre o processo de construção da personagem e quais as atribuições do figurino para construção de personalidade, fizemos um brainstorming e montamos nosso painel de referências das personagens escolhidas: Chanel e Maria Antonieta! Decidimos fazer uma releitura dessas figuras históricas para os dias atuais.



No segundo encontro, fomos ao brechó comprar algumas peças e materiais para a construção dos figurinos.


No encontro seguinte, hora de desconstruir o que tínhamos e construir novas peças.




E o resultado... Nossa Chanel direto do séc. XX e Maria Antonieta do séc XVIII para 2015!









Até a próxima!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"Grey Gardens", 1976

Vamos colocar mais um pouquinho de cinema aqui! No último semestre precisei assistir esse documentário durante a disciplina Ética e Legislação para apontar algumas relações sobre a ética do fazer cinema com base no livro "Introdução ao Documentário", de Bill Nichols. Gostei tanto de ver "Grey Gardens" que resolvi trazer esse recorte, mais pessoal, do texto que escrevi. Olha aí!



“Grey Gardens” é o esboço exato da intimidade de duas mulheres que sobrevivem numa existência baseada na relação oscilante entre amor e ódio. Big Edie (mãe) e Little Edie (filha) se desentendem constantemente, comem juntas, cantam, tecem filosofias sobre a vida e sobretudo falam sobre o passado. Todas as falas envelhecidas - à primeira vista, irrelevantes - indicam, ao que parece, que elas vivam em uma espécie de lugar atemporal - o que é Grey Gardens - sem conceito de tempo, mas bem conceituado como lugar, afinal trata-se de uma mansão abundante em memórias, contadas por Little Edie, e deve ser considerada como uma personagem. A casa possui um aspecto deteriorado, quartos com gatos e guaxinins que circulam livremente, coberta de vegetação, o que nos remete a uma ilha, separada do resto do mundo e com certeza, no psicológico das nossas "atrizes sociais", de fato é. Apesar das ameaças incessantes de Little Edie deixar "Grey Gardens" para seguir sua vida, mãe e filha vivem normalmente e não há queixas sobre as condições de vida imundas a que estão sujeitas. Além disso, a despeito do documentário parecer o retrato de uma grande tragédia, a produção é surpreendentemente divertida pelo modo como Big Edie dá puxões de orelha na filha e essencialmente pela figura de Little Edie e suas expressões de moda fora do comum. Engenhosamente, ela entrelaça vestidos e saias com trajes feitos a partir de materiais encontrados pela casa, como toalhas de mesa ou qualquer tipo de tecido. Seu estilo incomum é acentuado pela variedade enorme de lenços e adereços que usa na cabeça durante todo o filme, o que me deixou sempre a espera da próxima produção inusitada e me fez perguntar se Little Edie tinha, pelo menos, um fio de cabelo na cabeça. Aliás, essa é somente mais uma das muitas questões que não encontrei resposta, do mesmo modo que me perguntei como essas duas mulheres, antigamente ricas, acabaram em tais circunstâncias. Eventualmente Little Edie me responde um outro questionamento: o que a levou a deixar sua vida e permanecer com sua mãe em Grey Gardens?

“… a marca registrada da aristocracia é a responsabilidade, certo?”.






Ficha Técnica


  • Título Original: GREY GARDENS
  • Realização: David Maysles, Albert Maysles, Ellen Hovde, Muffie Meyer,
  • Ano: 1976
  • Duração: 94 minutos


sábado, 10 de maio de 2014

#cinema: 9° CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO


Vocês devem ter notado que conteúdo aqui ta variando bem entre cinema e moda, né? Pois, já havia pensado nisso desde que comecei a cursar Cinema e Audiovisual, na UESB, porém estava mais preocupado em cumprir as matérias e me dedicar total ao curso, mas meio que inconscientemente as coisas começaram a aparecer por aqui. Pretendo escrever mais sobre e contar mesmo como que funciona o curso, vai funcionar como um diário universitário. E já começando, vos escrevo para informar sobre minha primeira viagem dentro do curso, a CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO, que acontece de 28 de maio a 2 de junho. Segue abaixo um release que pode ser encontrado no site da mostra:

CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

O evento que trata cinema como patrimônio
O evento da preservação, memória, história e educação

Pioneira desde sua criação (2006), a enfocar a preservação e o cinema como patrimônio, a CineOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua 9ª edição, de 28 de maio a 02 de junho de 2014, reafirmando o propósito de ser um instrumento de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação.
Idealizada pela Universo Produção, a CineOP ocupa lugar de destaque no cenário nacional de festivais e mostras de cinema e tornou-se referência no segmento audiovisual por apresentar uma proposta inédita e emergente que une cinema, educação, história e preservação. Recebeu, em 2011, o Prêmio de Preservação da Academia Brasileira de Cinema.
Desde a primeira edição foi acolhida por instituições, parceiros, arquivos, técnicos, acadêmicos e profissionais da educação e do audiovisual foi eleita fórum privilegiado de discussões, reflexões e encaminhamento de ações do setor da preservação audiovisual e da educação, reunindo profissionais, acadêmicos e especialistas em suas edições, para que juntos, colaborarem na construção do Plano Nacional de Preservação Audiovisual – ação estratégica no desenvolvimento de uma nação.
A preservação do cinema e do audiovisual, a iminência de perda de obras significativas do cinema brasileiro, a evolução das técnicas de restauração, o impacto da era digital, o intercâmbio, as diretrizes e estratégias de ação, o conhecimento e troca de experiências dão a tônica às discussões da CineOP, que promove e sedia, em suas edições anuais o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros que reúne profissionais de vários Estados do País. E há seis edições realiza oEncontro da Educação: VI Fórum da Rede Kino (Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual) onde é colocado em pauta o cinema como instrumento para a educação.
A CineOP transforma Ouro Preto em palco da sétima arte – passado e presente em harmonia provocam reflexões maduras para a construção de uma cultura audiovisual democrática. Desde a sua primeira edição foi acolhida por instituições, parceiros, arquivos e profissionais do audiovisual que a elegeram fórum de reflexões e encaminhamento de ações do setor da preservação audiovisual e da educação, reunindo profissionais, acadêmicos e especialistas para construir Plano Nacional de Preservação Audiovisual – ação estratégica no desenvolvimento de uma nação.
Planeja e estrutura sua programação em três temáticas de atuação complementares: preservação, história e educação. Une o cinema e a educação através da realização das sessões Cine-Escola com a presença de estudantes e educadores da rede pública de ensino de Ouro Preto e região e com a participação de profissionais da educação e do audiovisual
O evento é realizado em três espaços de Ouro Preto – o Centro de Artes e Convenções, instalação da sede do evento e do Cine-Teatro (500 lugares), Galeria de Arte( exposição alusiva ao tema do evento), Salas Administrativas, auditórios – Seminário, Encontro de Arquivos e Fórum Rede Kino, Salão Mariana - instalação do Galpão Cine Bar Show - espaço para as manifestações artísticas e culturais. O Cine Vila Rica – platéia de 700 lugares e a Praça Tiradentes – é a praça principal de Ouro Preto em que é instalado o Cine-Praça( 1000 lugares).
A 9ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto apresenta-se como importante foco irradiador da cultura com a oferta de uma programação abrangente e gratuita que centra o foco na  preservação, na história, na educação e valorização da atividade cinematográfica  e em favor do fortalecimento da nossa identidade. 
Sejam bem-vindos!
O mundo está conectado.
E você está convidado a ter uma temporada cinematográfica contemporânea e histórica em filmes e atitudes.

Raquel Hallak d’Angelo
Quintino Vargas Neto
Fernanda Hallak d’Angelo

Diretores da Universo Produção e
Coordenadores da CineOP

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Glauber Rocha será homenageado no IV FECIBA


O retorno da Mostra Homenagem é uma das novidades do IV Festival de Cinema Baiano – IV FECIBA, que acontecerá entre 1º e 7 de junho de 2014, no Cine Santa Clara, em Ilhéus, Bahia. Este ano, o tema do FECIBA é “A revolução vem do interior”.
De acordo com Edson Bastos, produtor executivo e curador dos filmes de longa-metragem e mostras especiais, “Penso que é um tema provocador, que nos leva ao debate, que permite nos aprofundarmos para dentro de nós, das nossas raízes, da nossa história, da nossa memória, como o FECIBA deve ser”.
Para Cristiane Santana, coordenadora geral, o legado do cineasta Glauber Rocha, grande homenageado desta quarta edição, sustenta ambos os sentidos mais evidentes de “interior”: tanto o geográfico, com relação ao interior do estado/país, tanto o íntimo do indivíduo.
Os filmes que serão exibidos na Mostra Homenagem do IV FECIBA serão “Terra em Transe” (1967), e “O Dragão da maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), ambos de Glauber Rocha e ganhadores do Prêmio da Crítica do Festival de Cannes e do Prêmio Luis Buñuel na Espanha. 
O pôster do Festival também tem relação ao trabalho de Glauber: a imagem foi reproduzida tendo como referência a clássica cena do filme “Terra em Transe”. A execução da imagem foi realizada por Henrique Filho (direção e câmera), Victor Aziz (ator) e Kaula Cordier (confecção do pôster e de toda a programação visual).
A homenagem se estenderá à mãe do cineasta, Dona Lúcia Rocha. Falecida em 3 de janeiro de 2014, aos 94 anos, Dona Lúcia sempre lutou pela memória da obra de Glauber e pela conservação do acervo de filmes e imagens do filho.
A Mostra Homenagem e o tema do IV FECIBA propõem ao público a reflexão e o debate de fenômenos sociais que fazem aniversário em 2014: os 50 anos do Golpe Militar e os 30 anos das Diretas Já, bem como as manifestações de rua que aconteceram por todo o Brasil, no ano passado.
Além da Mostra Homenagem, cuja primeira edição ocorreu no II FECIBA, em exaltação à obra de Jorge Amado, haverá ainda as tradicionais Mostras: Atualidades, Retrospectivas, Bahia Afora, Bahia Adentro, Sexualidades, Infanto-juvenil, e Competitiva de Curtas. Esta última conta com 14 curtas que serão submetidos a voto popular e a avaliação do júri técnico.
O IV Festival de Cinema Baiano conta com o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) por meio do edital Setorial de Audiovisual vinculado ao Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e realização do NúProArt – Núcleo de Produções Artísticas e da Voo Audiovisual.