Clipe Born This Way - Lady Gaga

Galero, eu estava me preparando para postar sobre o clip de Born This Way da Lady Gaga quando do nada, estava no twitter e me deparei com essa resenha perfeita. Feita pelo Andy Rocka e pelo @Ve_Zindo do blog Bjsnãomeliga (@bjs_naomeliga). Olha só !
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Não é apenas mais um video pop, é muito mais que isso.













Lady Gaga acerta na dose mais um vez, e vai além do óbvio entregando o clipe de Born This Way, uma faixa que fala sobre aceitar quem somos, em não ligar para nossas diferenças, unindo um conceito completamente divergente para o visual do video.

O clipe tem um conceito estético que combina totalmente com o conceito trash dos filmes dos anos 1980. Por conta disso, o visual soa amador, mas essa era a intenção. Produção e fotografia brilhantes, lembram automaticamente ao clássico 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Com a marcante introdução orquestrada do filme Vertigo - Um corpo que Cai, de Alfred Hitchcok (veja aqui)



*Estou parindo no meio do Universo. Beijos Criacionistas!

O video tem como base para o seu desenvolvimento o "Manifesto of Mother Monster", uma espécie de resposta ao "Manifesto of Little Monsters", utilizado por GaGa na sua turnê "The Monster Ball" (clique aqui para assistir).  No manifesto do clipe, GaGa situa o cenário, o fato e as consequências. Quem não conseguiu entender o Manifesto não tem condições de compreender o video. Explicaremos a seguir.

Um ode ao novo 'eu'
O Manifesto explica que estamos em uma "Território alienígena no espaço pertencente ao governo" (G.O.A.T a Government Owned Alien Territory in Space), e que o nascimento de uma nova raça se inicia, porém, esse nascimento não é finito, mas sim infinito, jamais termina, por isso que vemos imagens do "parto" o clipe inteiro.

E é com essa população crescente que inicia-se uma nova nova raça, a raça do futuro, livre de preconceitos ("Uma raça que não conhece preconceito, não conhece julgamento, apenas uma imensa liberdade."). Porém, ao mesmo tempo, outro nascimento ocorria, o nascimento do mal. E então a Mother Monster divide-se em duas, uma que dá vida à nova raça e outra ao mal (cena dela parindo a metralhadora)


*Dando a luz para a metralhadora. Sou malígna, não mexam comigo haters

"E então ela teve de fazer uma escolha. O pêndulo da escolha começou a balançar. Deve ser fácil para você imaginar que o pêndulo penderia imediatamente para o bem, mas ela pensou: 'como proteger algo tão perfeito sem o mal?'"


*Estou armada até os dentes, ninguém tira meu #1 na Billboard!

E esse é o conceito do clipe. O nascimento de uma nova raça livre de preconceitos e totalmente livre, mas que mesmo assim lida com a luta interna bem x mal. Exceto pela não existência de preconceito e a liberdade irrestrita, essa é a própria raça humana, em eterna expansão e com uma luta interna entre o bem e o mal, na qual o bem é o lógicamente correto, mas não o que é sempre escolhido. No final tem duas homenagens explícitas, uma à Michael Jackson caminhando numa rua escura com suas luvinhas brancas, e outra à Madonna e seus dentes separados.

Trata-se, na verdade, da Gaga revelando que Michael e Madonna são frutos dessa nova raça. Afinal, quem mais ao longo desses anos lutou por igualdade, direitos e contra o preconceito do que esses dois grandes ícones da música? Achamos bastante genial a idéia de falar sobre eles, como os grandes nomes dessa nova raça.


*Família Real do Pop reunida. Já podem me chamar de filha?

Do que ele fala?
Começa o clipe: cenário preto, várias pessoinhas dançando. É o conceito: sem preconceito, liberdade de expressão, igualdade. Somos todos iguais, eu, você, a Lady GaGa. Todos usam as mesmas roupas e fazem a mesma dança. São iguais. Essas imagens são mostradas juntamente com o contínuo nascimento da nova raça e a representação do mal (GaGa e o gostosão de terno, o Zombie Man, que recentemente desfilou para Mugler.) As cabeças sobre a mesa de vidro podem significar tanto a nova raça como tentativas falhas de criar a nova raça anteriormente.


*Todo mundo nasceu feia que nem a mim. Portanto, ninguém julga ninguém, certo diretor

Esse é o conceito do clipe, mas assim como tudo que a GaGa faz, existem inúmeras questões que podem ser analisadas. Com o clipe, finalmente faz sentido as cabeças e a música de terror da apresentação do Grammy. Eu imagino que aquilo represente aqueles que o mal conseguiu corromper.

Eterna batalha do bem contra o mal
A luta do bem contra o mal é um assunto épico, mas acredito que proteger a criação através do mal faça referência à maldade que todos nós devemos ter para não cair na conversa de qualquer um, é estar sempre esperto.


Claro que ela também faz referência ao mal como as guerras e tal, mas a questão que ela expõe é o Maniqueísmo: Não existe bem sem o mal e vice-versa. Ambos estão em constante luta e é isso que trás o equilibro ao mundo. Sem a tristeza não existiria a felicidade, pois todos sempre estariam felizes.


Os Unicórnios simbolizam isso, são os mascotes da era Born This Way. Como a própria Gaga disse em entrevista, certa vez, os Unicórnios são bichos mitológicos, parte magia, parte poesia, metade realidade, metade fantasia. E é isso que nós somos, metade o que queremos ser, metade o que podemos ser. Metade aquilo que fazemos, outra daquilo que deixamos de fazer. Não somos um inteiro, somos sempre metade de algo.

E o que o clipe tem de mais?
Há quanto tempo não nos deparamos com uma utopia tão linda. Desde Thomas Morus, provavelmente. Gaga entrega sua visão utópica de mundo perfeito, onde sabemos que devemos caminhar no caminho do bem, mesmo sabendo do mal que existe em nós. Parece tão óbvio, mas é tão difícil, certo?


*Encontrei minha alga gêmea. Chora com minha mão, Brasel!

O vídeo também levanta questões morais polêmicas (preconceito, liberdade, bem x mal). O triângulo rosa, por exemplo, pode passar despercebido por vocês. Mas nota-se: foi um dos símbolos usados nos campos de concentração nazistas. Indicava quais homens haviam sido capturados por práticas homossexuais. Todos os capturados pelos nazistas recebiam algum emblema em suas roupas. É portanto, o símbolo mais antigo existente que representa a comunidade homossexual (obrigado Wikipédia, sua linda)


*Eu montada no meu unicórnio, com arco-íris e triângulo rosa. Todas gay chora, vem gente!

Assim, o clipe de Born This Way se integra ao seleto campo das megaproduções pops dos últimos anos, com seu tom obscuro, contrastando com a proposta de uma nova vida, uma nova raça. Parabéns à Gaga e sua utopia, materializada em arte visual.

Para ver o clip, clique aqui.


 BÔNUS: Tradução do Manifesto da Mother Monster


Esse é o manifesto da Mother Monster. Em G.O.A.T., territorio possuído por um governo alienigina no espaco, um nascimento de proporções magníficas e mágicas ocorreu, mas o nascimento não era finito, era infinito. Enquanto os ventres cresciam em número e a mitose do futuro começou, foi percebido que esse momento infinito da vida não era temporal, era eterno.

Então começou o início de uma nova raça, uma raça dentro da raça da humanidade, uma raça sem preconceitos, sem julgamentos, mas com liberdade sem limites. Mas no mesmo dia, enquanto a mãe eterna pairava pelo muti-verso, outro nascimento mais aterrorizante aconteceu: o nascimento do mal. Enquanto ela mesma se dividiu em duas, rodando em agonia entre duas forças poderosas, o pêndulo da escolha tomou uma posição. Parece fácil, você deve imaginar, gravitar instantaneamente e firmemente em direção ao bem. Mas ela se perguntou: “como posso proteger algo tão perfeito sem o mal?”.


*Raquel Zimmermann, faz esse parto direito, sua filhadaputinha

P.S: Resenha feita por mim e pelo inteligentíssimo @Ve_Zin 

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E ai? Curtiram? Eu adorei ! Parabéns ao Andy e ao "inteligentíssimo" @Ve_Zin , rs:D

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